A sombra de minh’alma
Foge por acaso de alfabetos,
Névoas de livros
e palavras
A sombra de minh’alma
Cheguei à linha onde cessa
a nostalgia,
e a gota de pranto se transforma
em alabastro de espírito.
A Sombra de minh’alma
O floco da dor
se acaba,
mas fica a razão e a substância
de meu velho meio-dia de lábios,
de meu velho meio-dia
de olhares
Um turvo labirinto
de estrelas afumadas
enreda minha ilusão
quase murcha
A sombra de minh’alma
E uma alucinação
ordenha-me os olhares.
Vejo a palavra amor
Desmoronada.
Rouxinol meu !
Rouxinol !
Ainda cantas ?
Federico García Lorca
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