Nem a mão mais pequena
Quebra a porta da água.
Aonde vais? Aonde? Aonde?
Há um céu de mil janelas
-batalha de abelhas lívidas-
e há uma raiz amarga.
Amarga.
Dói na planta do pé
O interior da cara,
E dói no tronco fresco
Da noite recém cortada.
Amor, inimigo meu,
Morde tua raiz amarga!
Federico Garcia Lorca
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